são marionetes aqueles que pensam que são senhores de si. não percebem os fios que lhes prendem. desde as inevitáveis ligações químicas e elétricas espontâneas naturais, até as injustificáveis invenções racionais paradoxalmente imprevisíveis.
imprevisibilidade capitalista
eu perdi alguma coisa?
mundano, profano, bichano, gatuno, punga
mal contada, mal dita
sujeitos a todo vapor
sujeitados, pasteurizados
nos ímpetos de realização
não se perguntam quem ganhou ou quem perdeu
quem trouxe e quem vai levar
"faça parte de nossa equipe de sucesso"
gangs, hordas, patotas, times
o sucesso de uns não pode ser de outros
"trabalha e confia", diz a bandeira
desconfie, devia orientar, já que nos sequestrou
nos mantém dentro da rede de fios condutores
gang das gangs, horda das hordas
g8, g20, g3, armas, mecanismos
euforias pessoais, bicho humano
feliz por necessidade, por condição natural
chora, sofre, morre
para euforias de hordas, times, gangs
"equipes de sucesso", bope
já se perguntaram quem fez a matéria prima, derivada das ligações químicas e elétricas espontâneas naturais, que vira plástico do pó do café que você vai pagar "2,50", junto com um bolo composto de reações químicas e elétricas entre substâncias derivadas de diversas e variadas relações?
eu perdi alguma coisa?
não só perdi, como fui roubado . . .
sábado, 11 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
são coisas da minha cabeça
passam pela sua?
penso coisas na minha cabeça
que passariam pela sua
pode ser que passem porém
pode ser que sim
mas nada que seja porém
tão significativo assim
incidências conjuntas
mera coincidência
nada que despenda
tantas pendências
consciência . . .
máquina ligada
visor acionado
e possibilidades, movam-se!
especulações, imaginações
confusões, quando fundo-me com elas
sem perceber que são
especulações, imaginações
confusões, quando fundem-se
adquirindo densidade
sensível à mão
bem no coração
você, aqui
o que sinto por ti
sei, bem
imaginei, sim
confundi?
não se trata de objeto de ciência
abismo surdo e mudo do outro
humanos, idênticos
consciências . . .
máquinas ligadas
visores acionados
e possibilidades
movam-se e cruzem-se
em algum jardim
como duas flores que se conhecem
sem saber, sobre a brisa
e destes encontros mel
gostos, cheiros, cores e formas
reais
passam pela sua?
penso coisas na minha cabeça
que passariam pela sua
pode ser que passem porém
pode ser que sim
mas nada que seja porém
tão significativo assim
incidências conjuntas
mera coincidência
nada que despenda
tantas pendências
consciência . . .
máquina ligada
visor acionado
e possibilidades, movam-se!
especulações, imaginações
confusões, quando fundo-me com elas
sem perceber que são
especulações, imaginações
confusões, quando fundem-se
adquirindo densidade
sensível à mão
bem no coração
você, aqui
o que sinto por ti
sei, bem
imaginei, sim
confundi?
não se trata de objeto de ciência
abismo surdo e mudo do outro
humanos, idênticos
consciências . . .
máquinas ligadas
visores acionados
e possibilidades
movam-se e cruzem-se
em algum jardim
como duas flores que se conhecem
sem saber, sobre a brisa
e destes encontros mel
gostos, cheiros, cores e formas
reais
medo, cedo, espera
aquele medo da dor
dor física ou de amor
o mesmo medo do não
e até mesmo do sim
a dor já sentida
do mal imaginado
mal sentido
já desesperado
amor pressentido
dor ressentida
do amor não vivido
dor, ferida
não curada
curável, todavia
por todas as vias
que não a que eu sigo
consigo o impossível
e comigo
nada
perfeição
quisera eu!
consigo tudo
comigo
só você . . .
do jeito que for
que se for . . .
do jeito que tiver de ser
topo!
topo do mundo quando penso em você
amor, dor
rima perfeita
sem tirar nem pôr
mas como eu queria que fosse
imperfeita então
no entanto
a perfeição
você
me assola
com imaginação
do oposto da dor
o prazer.
e a realização
do mesmo que sempre
só . . .
solidão
dor física ou de amor
o mesmo medo do não
e até mesmo do sim
a dor já sentida
do mal imaginado
mal sentido
já desesperado
amor pressentido
dor ressentida
do amor não vivido
dor, ferida
não curada
curável, todavia
por todas as vias
que não a que eu sigo
consigo o impossível
e comigo
nada
perfeição
quisera eu!
consigo tudo
comigo
só você . . .
do jeito que for
que se for . . .
do jeito que tiver de ser
topo!
topo do mundo quando penso em você
amor, dor
rima perfeita
sem tirar nem pôr
mas como eu queria que fosse
imperfeita então
no entanto
a perfeição
você
me assola
com imaginação
do oposto da dor
o prazer.
e a realização
do mesmo que sempre
só . . .
solidão
sábado, 13 de junho de 2009
tinha que acordar cedo para trabalhar, encontrar o rei, mas nem por isso dormiu. Ao contrário, usou substâncias até tarde e dormiu na casa de seu amigo que, nos últimos tempos, vem acompanhando em adversos aditivos.
as horas, ou os minutos, parecia que nada passaria até a chegada do sono. esperava-o com a expectativa de que o mistério do novo dia não tardasse, mas o novo dia, esse sim, demorasse uma semana ou mais.
os pensamentos davam demonstração que não descansariam, mas, estranhamente, certo conforto era sentido algumas vezes. o conforto se enfraquecia com a tensa lembrança do relaxamento necessário para o sono.
isso era novo. cada vez mais frequente a necessidade de agir para dormir. não só em relação ao sono, porém, também nas refeições, nos descansos, uma ação reflexiva. preparar a fome, o sono, a vontade.
um dos pensamentos confortantes era a visão do livro 'do ato ao pensamento'. se adequava a tudo que recentemente vinha vivendo. mas em sua cabeça vinham muitos livros e afezeres que interrompiam a calmaria com a paradoxal pressa para descansar.
acreditava que reagindo ao ataque e a confusão dos livros e vozes poderia, enfim, dormir. reagia com a idéia de que não adiantava desejar, tinha que prepará-lo. a adaptação do sono ao rei, passando por alegorias . . .
as horas, ou os minutos, parecia que nada passaria até a chegada do sono. esperava-o com a expectativa de que o mistério do novo dia não tardasse, mas o novo dia, esse sim, demorasse uma semana ou mais.
os pensamentos davam demonstração que não descansariam, mas, estranhamente, certo conforto era sentido algumas vezes. o conforto se enfraquecia com a tensa lembrança do relaxamento necessário para o sono.
isso era novo. cada vez mais frequente a necessidade de agir para dormir. não só em relação ao sono, porém, também nas refeições, nos descansos, uma ação reflexiva. preparar a fome, o sono, a vontade.
um dos pensamentos confortantes era a visão do livro 'do ato ao pensamento'. se adequava a tudo que recentemente vinha vivendo. mas em sua cabeça vinham muitos livros e afezeres que interrompiam a calmaria com a paradoxal pressa para descansar.
acreditava que reagindo ao ataque e a confusão dos livros e vozes poderia, enfim, dormir. reagia com a idéia de que não adiantava desejar, tinha que prepará-lo. a adaptação do sono ao rei, passando por alegorias . . .
ser sisudo
dente do juízo
mas o que é o juízo?
aquilo que sempre busquei contendo cada instante
na esperança de apreendê-lo
ou o contrário disso?
nada conter, nada temer de antemão
o juízo deve ser a dúvida então
a incerteza transformada em tiro certeiro
no alvo da vontade
há muito já contida pelos outros aqui dentro
outra será a vida ajuizada?
se eu tiver juízo não penso sobre isso
não adianta
não se adianta nada adian(tan)do
entre parênteses
mas o que é o juízo?
aquilo que sempre busquei contendo cada instante
na esperança de apreendê-lo
ou o contrário disso?
nada conter, nada temer de antemão
o juízo deve ser a dúvida então
a incerteza transformada em tiro certeiro
no alvo da vontade
há muito já contida pelos outros aqui dentro
outra será a vida ajuizada?
se eu tiver juízo não penso sobre isso
não adianta
não se adianta nada adian(tan)do
entre parênteses
domingo, 24 de maio de 2009
vidamundo
escuta o que mundo diz
e depois responde
porque o que você lançar
pode passar longe
o vivo é mais do que eu
voz enérgica, imaterial
sonora a ouvidos ampliados
surdo, escuta
o vivo está em mim
escuta o que o mundo diz
e depois percebe
porque o que você emudecer
sem ver padece
luz alta, nervoso
corrente auto-gerada
elétrica, estado de choque contínuo
lanterna, chão
e depois responde
porque o que você lançar
pode passar longe
o vivo é mais do que eu
voz enérgica, imaterial
sonora a ouvidos ampliados
surdo, escuta
o vivo está em mim
escuta o que o mundo diz
e depois percebe
porque o que você emudecer
sem ver padece
luz alta, nervoso
corrente auto-gerada
elétrica, estado de choque contínuo
lanterna, chão
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