minhas palavras
são algo que não sou eu
sou o que faço e vário
sendo sério ou otário
elas não pertencem a mim
nem eu
que brotem nos cantos
e para lá pássaros fujam da rapinância
repugnância
que brotem nos cantos
na ânsia coerente
da coerência de cada um
pássaros não voam com uma asa só
tenha dó
não me enchem a paciência
falar de coerência não é gaiola
é sim o balançar da rabiola
que de lá pra cá, vai e volta
se enrola, desenrola
e vai compondo o movimento atmosférico
periclitante
mas resoluto na relação com o vento
e com o sujeito e seu intento
atento e distraído
em dosagens e overdoses
dosadas
palavras são como peido
por que a culpa é de quem soltou?
todo mundo solta
a culpa é delas mesmas
são elas que machucam
são elas que nos dizem
são elas que comunicam
sou as palavras que escuto
e as que não disse
e mais, nada
como posso ser uma coisa e outra?
sendo, simples
. . .
nos vários sensos
desde o comum até o moral
de vários espaços e tempos
lá fora e dentro . . .
quinta-feira, 30 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Transmitida
transportadora de carga poética
real, profética, erótica
garante em seu estatudo
que senão tudo, quase
entrega sem atraso
extravio ou desvio
tudo à vista, ali no ato, tato, trato
mas pra que tanta precisão?
o que vem primeiro, a fome ou o pão?
possivelmente a Transmissão
seu nome fantasia
fez uma pesquisa de nicho
variante moderna dos antigos ninhos
afinal, quem quiser encontrar um cantador vai procurar aonde?
e nesta oferta de serviço
um dos ramos que cresce também com precisão
aleatória, mas precisa
realiza as maiores facilitações
que nem o modelo gramático-empresarial alcançou
botar em ordem noutro recinto
sinto muito, alheio
os caôs internos pessoais
e gerais de cada um
Transmito. Tudo que você precisa.
essa é sua palavra de ordem
seu lema é ordem e ação
não, obrigado, não quero essa droga
obrigado! como assim?
não quero, ou melhor
prefiro não querer
o que vem primeiro, a fome ou o pão?
sou ainda com fusão
em compreensão . . .
transportadora de carga poética
real, profética, erótica
garante em seu estatudo
que senão tudo, quase
entrega sem atraso
extravio ou desvio
tudo à vista, ali no ato, tato, trato
mas pra que tanta precisão?
o que vem primeiro, a fome ou o pão?
possivelmente a Transmissão
seu nome fantasia
fez uma pesquisa de nicho
variante moderna dos antigos ninhos
afinal, quem quiser encontrar um cantador vai procurar aonde?
e nesta oferta de serviço
um dos ramos que cresce também com precisão
aleatória, mas precisa
realiza as maiores facilitações
que nem o modelo gramático-empresarial alcançou
botar em ordem noutro recinto
sinto muito, alheio
os caôs internos pessoais
e gerais de cada um
Transmito. Tudo que você precisa.
essa é sua palavra de ordem
seu lema é ordem e ação
não, obrigado, não quero essa droga
obrigado! como assim?
não quero, ou melhor
prefiro não querer
o que vem primeiro, a fome ou o pão?
sou ainda com fusão
em compreensão . . .
quarta-feira, 22 de abril de 2009
som
um cotoco
um fragmento
oco, sonoro, ressonante
vento, orelha
som
poesia
um estado
um momento
na contingência da existência
resistência do instante
insistência na sensação
siginificado, signifiquência
insulf . . . ciência
escura
quem dirige?
o poeta . . .
leitor e escritor?
a mal dita escrita?
a maldição da audição?
som
(treeangulo / band)
um cotoco
um fragmento
oco, sonoro, ressonante
vento, orelha
som
poesia
um estado
um momento
na contingência da existência
resistência do instante
insistência na sensação
siginificado, signifiquência
insulf . . . ciência
escura
quem dirige?
o poeta . . .
leitor e escritor?
a mal dita escrita?
a maldição da audição?
som
(treeangulo / band)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
fio d'água
início, meio de chegar enfim
no início daquilo pensado
agora já iniciado
estouro de vida elétrica, ligada
traquila batalha itinerante
aqui a falha
não creio que valha tanto
à pena de não tentá-la
regenera, cura, sara
pára e recomeça
re - de novo - com - eça
nunca li eça
sei que tem coisa pra ler
sem que a falha valha
não dá pra ser
telhado sem calha
malha sem ponto
ponto sem vírgula
vi gula e julguei
fogo de palha
no início daquilo pensado
agora já iniciado
estouro de vida elétrica, ligada
traquila batalha itinerante
aqui a falha
não creio que valha tanto
à pena de não tentá-la
regenera, cura, sara
pára e recomeça
re - de novo - com - eça
nunca li eça
sei que tem coisa pra ler
sem que a falha valha
não dá pra ser
telhado sem calha
malha sem ponto
ponto sem vírgula
vi gula e julguei
fogo de palha
segunda-feira, 6 de abril de 2009
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