domingo, 28 de março de 2010

dialética matemática

ângulo reto
o olho do reto
te olha de lado
vendo fundo
na verdadeira
final e derradeira
dialética
a merda
se formando
simplesmente
por viver
misteriente
ser vivo
elétrico
circulação
combustível
vida-movimento
espontâneo
agregado
matéria
conjunto
corpos
software
seres

sexta-feira, 5 de março de 2010

MADURA!

qual é o contrário da vida madura? é a fruta verde rsrsrs - espero que cê veja hein rsrsrs . . . abraço intercontinental . . . olha os terremotos!!! rsrs - contra-band-iando informação etnográfica!
interessante o fato, feito e visto, do reflexo aliviar a alma, absorver o mal estar, retomar a calma, fazer o bem pensar - diretoria - retornar o riso, sempre momentâneo, meio teatral - ainda melhor por isso, ser tarefa, riso verdadeiro, não simplesmente espontâneo, mas trabalhado . . . viva ao trabalho!!! já me disseram como passe, toque, conselho, dica, bisi - salve samuca! - que o que sou é luta, é exercício, é treino . . . Iê é capoeira, roda é roda, Iê viva meu mestre - Bába -, sempre (pre)parado, Iê quem me ensinou, a jogar solto, Iê a vadiar, mas amarrado e atento, Iê viva Pastinha, que caiu no Angolinha, Iê vamo se embora!!!
na sabedoria atropelada, do coração palpitado, da ida trapalhões, fui, fomos, fumo pitado, palavras ouvidas, passos dados, refletidos, em linguagem complicada, problematizados, que nada mais é que uma briga de bonecos ( brincadeira de infância recorrente na história - corrente - desguando sempre num amanhã nunca chegado) um ponto, um conflito de pontos - que são pontos de vista - um desenvolvimento não querido, uma reviravolta fantástica, redentora, uma revolução, um rearranjo . . . sabedoria que é tarefa e momento, instante por fazer, procurado sem buscar ver, trilhado sem querer saber, vivida atropelada, com o coração palpitado . . .

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

o espanto do óbvio
não o óbvio em mim
mas o mais que óbvio
o da coisa mesma
o dermoronamente geral
o tropeçar de costas
um teto preto
fraqueza de febre
com uma leve e densa cegueira
o desaparecimento desejado . . .
de repente ou demoradamente
normalidade
sereno
humilde refazer-se dos cacos
fantasia de carnaval
catada perdida nos cantos
entre as coisas familiares
um prazer estranho
estranhamente doloroso . . .

nos espaços vazios
mas carregados de movimentos
reais ou não
histórias . . .
vazio sentido realmente
leve solidão
em meio a um palco de multidões
que ainda cedo
com sol bem em frente aos olhos
permanece vazio
e para esse espaço
parece querer fugir minha substância

. . . sensação estranha
prazerozamente dolorosa