domingo, 14 de fevereiro de 2010

marchinha avoada

eu quero-quero ficar com você

não sabiá como ia fazer

eu bem-te-vi quando sonhava . . .

e pica-pau quando te levava pra casa!
é dessas que vem de primeira, sem eira nem beira, pensando em dizer por dizer pra dizer bem sério . . . 'minha carne é de carnaval, meu coração é igual/aqueles que tem um seta e quatro letras de amor/por isso onde quer que eu ande, em qualquer pedaço eu faço um campo grande' . . . são influências que chegam de todos os lados, despertando e adormecendo, escurecendo e clareando . . . são propostas de algo que seja eu sendo eu vários mesmo assim, dizendo sim ou não, sendo lúcifer ou um inocente querubim . . . vou indo no bloco com bateria, com cadência, com ritmo e alegria . . . essas que saem assim como que não quer nada, de propósito só com o propósito de ser sem . . . é carnaval e eu também . . .

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

coletílico

a luz acabou
mas a cerveja chegou
o vento levou
tudo pra longe

de distância não vivo
meu coração não é cativo
porque a vida acolhe
os seres aflitos

sigo no compasso
no que digo e faço
se continuo, não volto
se quero não solto

e quando a luz chegar
se o bloco passar
sei que vou ficar
chapado aqui . . . ou em qualquer bar

(treeangulo/coyote/PS)
os ciclos naturais
são mais que normais
são fenomenais
alguns encontros e sinais

o mar movimenta
muda, se inventa
dia a dia
ano a ano

Má é mulher
linda da cabeça ao pé
onda a onda
maré em maré

Má não é boa nem má
se Má, ria na vida
Má, ria na chama
Má, ria na cama

encanto
plenitude
acalanto
atitude

silêncio
sem peso na leveza
coração calmo
alguma certeza

Má, ria na vontade
mas Má é uma infinidade
segue o coração
de pouca muita idade . . .
. . . pouca muita saudade . . .
. . . saudações urgentes . . .
em cada caso
em todo caso
ali me acabo

e se eu prossigo
trato contigo
ao fim e ao cabo

gasto o encanto
mesmo no canto
canto encantado

pergunto se posso
a cabeça eu coço
e fico abobado

continuaria escrevendo
inspiração imagitevendo
o por vivido

encontro não pensado
ou até planejado
mas mais que querido

domingo, 10 de janeiro de 2010

ir la pa passar, verão

vou pa la pa longe?
ou la pa perto?
vou la pa quê?!
tudo isso tem que ir la pa ver

la pa la há um lugar
um lugar de la pa la de muitos
de visões la pa la de cheias
bonitas e feias

da labuta a la batata
da verdura a la madura
uma penca de coisas
la pa la de latentes

prestes la pa ser
ir la pa rir
ver la pa querer

la perceber
pa poder realizar
la pa longe
la pa perto
será

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

luminosa noite
anuviada
farol na chuva
névoa, voa . . .
caminho longo
para dentro
e quando fora
buscando seu interior
inteiramente
claro, é claro
de que inteiramente
nada se sabe

é sabido, sabe-se
que o caminho
não tem a ver com espaço
e com o tempo
possui uma relação inventada

porém, ah porém
nesse samba marcado
cada um no seu momento-espaço
no seu espaço momentâneo
subterrâneo, disfarçado
naturalmente atento
com os olhos, mil olhos
laterais, periféricos
ciente (de não ver importâncias)
paciente
ciente de suas patologias

se nisso ou naquilo sou pato
é nesse ou naquele objeto
que passarei meu tempo
e caminharei milhas

ah . . . transtornado e feliz
transformar o tempo em potência
e o espaço nesse passo
sambado, xoteado
tocado por sons
tocando seus dons
tocando entre bons
tocado pelos tons
megatons, elétrons
geradores de cores
luminosas e anuviadas