as coisas que eu procuro
ao deixarem de me ver
vão me procurar, ou não
vou me recolher, ou então
vou deixar transparecer
tudo que eu louco aturo
atento, cortou eu curo
não quero dor nem prazer
quero não ligar para o não
correr atrás do simples pão
deixar de só querer
e parar de frente ao muro
buscar ver no escuro
é preciso enlouquecer
ouvir de cor a ação
que berra fazendo um furo
com vontade de crescer
seis cordas de violão
qualquer que seja a formação
só vale se ter
se não for para o futuro
um pouco de ar puro
pra treinar e poder
manter à calmo a pressão
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
a certeza que transparece
curtir sua beleza na luz dos olhos
imasentir sua inteireza
te chamar de princesa
viver certa realeza
do reino que reúne
eu e você
dança de casal
de salão, sozinho
de quarto e cozinha
cama, mesa e banho
império de limpeza
de fortalezas frágeis
entradas secretas
janelas misteriosas
por onde espio sua mais que nudez
vestida ou nua
sua insensatez
seus secreto sons, tons
provar seus dons
ruins e bons
com a certeza de transpirar
curtir sua beleza na luz dos olhos
imasentir sua inteireza
te chamar de princesa
viver certa realeza
do reino que reúne
eu e você
dança de casal
de salão, sozinho
de quarto e cozinha
cama, mesa e banho
império de limpeza
de fortalezas frágeis
entradas secretas
janelas misteriosas
por onde espio sua mais que nudez
vestida ou nua
sua insensatez
seus secreto sons, tons
provar seus dons
ruins e bons
com a certeza de transpirar
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
tum . . . tum
tum . . . tum
tum tum . . . tum tum
tum tum . . . tum tum
no bate e rebate
repicado, virado
acompanha o relógio das massas
passa carro, atravessa rua
fumaça, corro
meu coração acompanha?
marca o ritmo do dia a dia
funciona melhor a noite?
ou a tardinha?
marca o passo
marcado por seu passo
se nosso amor passa
passa a descompasso
numa passada de vista
e de passado se vive
até a dor passar
dor sem música
intervalo na banda de milhões
a espera de uma melodia
de um tom maior ou menor
mas com harmonia
com uma levada leve
uma linda levada
. . .
a composição solo
busca no descompasso geral
a sintonia pessoal
interpessol, impessoal
soa alto aqui dentro
muda a nota
mudo a nota
anoto cada movimento
uma batida, um momento
no intervalo entre seres
na busca de serem
o que sirva
tum . . . tum
tum tum . . . tum tum
tum tum . . . tum tum
no bate e rebate
repicado, virado
acompanha o relógio das massas
passa carro, atravessa rua
fumaça, corro
meu coração acompanha?
marca o ritmo do dia a dia
funciona melhor a noite?
ou a tardinha?
marca o passo
marcado por seu passo
se nosso amor passa
passa a descompasso
numa passada de vista
e de passado se vive
até a dor passar
dor sem música
intervalo na banda de milhões
a espera de uma melodia
de um tom maior ou menor
mas com harmonia
com uma levada leve
uma linda levada
. . .
a composição solo
busca no descompasso geral
a sintonia pessoal
interpessol, impessoal
soa alto aqui dentro
muda a nota
mudo a nota
anoto cada movimento
uma batida, um momento
no intervalo entre seres
na busca de serem
o que sirva
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
discutir
se quiser
que o que você diz
venha a incutir
numa mudança
numa conduta
quando se pensa
ou simplesmente deseja
que o que se diz
esteja incutido
na própria andança
deixar tudo a limpo
com o desejo infantil
de nunca mais sujar
ou simplesmente para te esperar
deixar claro o que se sente
e conferir com o seu pensamento (doído)
ou seria a meia luz
melhor para este momento?
na escuridão da solidão
qualquer claridade
chama a atenção
acordando o coração
mas cedo ou tarde
há de se apagar
com a voz da sua vida chamando
e o coração adormecendo
não discutir
quando não se tem certeza
vaidade que ignora
a força eterna dos ventos
que preenchem o espaço
entre mim e você
ventania elétrica
que arrasta os sonhos
desilusões e esperanças
arremessadas ao ar da baía
confusas se abraçam
não entendendo a distância
se tivesse asa
voaria até você
e ainda te levaria (ou tentaria)
ao ponto mais alto de nós
nós é uma forma
dessas sem igual
de se amarrar mais de um
ficando ainda acordado
que o que você diz
venha a incutir
numa mudança
numa conduta
quando se pensa
ou simplesmente deseja
que o que se diz
esteja incutido
na própria andança
deixar tudo a limpo
com o desejo infantil
de nunca mais sujar
ou simplesmente para te esperar
deixar claro o que se sente
e conferir com o seu pensamento (doído)
ou seria a meia luz
melhor para este momento?
na escuridão da solidão
qualquer claridade
chama a atenção
acordando o coração
mas cedo ou tarde
há de se apagar
com a voz da sua vida chamando
e o coração adormecendo
não discutir
quando não se tem certeza
vaidade que ignora
a força eterna dos ventos
que preenchem o espaço
entre mim e você
ventania elétrica
que arrasta os sonhos
desilusões e esperanças
arremessadas ao ar da baía
confusas se abraçam
não entendendo a distância
se tivesse asa
voaria até você
e ainda te levaria (ou tentaria)
ao ponto mais alto de nós
nós é uma forma
dessas sem igual
de se amarrar mais de um
ficando ainda acordado
sábado, 31 de outubro de 2009
mim lá? quem dera, ao alvo em Campos . . .
companhia da fumaça
passatempo, passa
corredor, corre
pra onde? pra quê?
curtindo a leveza pesada do tempo
seu conteúdo, sua densidade
fiz fumaça
pra que ela leve
lave, lua, love, livre
alívio, dilúvio
corre solto, entre saltos
presente recém-passado
repassado
persistente, fantasiado
pesado
e claro, coerente
animado ou reticente
se é algo tão diferente
no instante sentido
somente
um instante no tempo
solar e lunar
um peso, uma tensão
na corda a vibrar
um som, uma visão
sabor, cor
perfume, flor
amor e dor
onde estará minha órbita?
(acredito não ser exclusiva)
onde começam os ventos?
em que trocam-se meus pensamentos?
que semente sou eu?
(acredito não ser exclusivo)
sou árvore da mata?
planta de jardim?
(e existe diferença?)
sou erva daninha?
sonho acordado
o peso da realidade
só por sonhar
quero mesmo é deixar
o vento levar minhas folhas
porque só resta de fato
o que resta do fardo
nem escuro nem claro
o resultado pardo
de cara inventado
companhia da fumaça
passatempo, passa
corredor, corre
pra onde? pra quê?
curtindo a leveza pesada do tempo
seu conteúdo, sua densidade
fiz fumaça
pra que ela leve
lave, lua, love, livre
alívio, dilúvio
corre solto, entre saltos
presente recém-passado
repassado
persistente, fantasiado
pesado
e claro, coerente
animado ou reticente
se é algo tão diferente
no instante sentido
somente
um instante no tempo
solar e lunar
um peso, uma tensão
na corda a vibrar
um som, uma visão
sabor, cor
perfume, flor
amor e dor
onde estará minha órbita?
(acredito não ser exclusiva)
onde começam os ventos?
em que trocam-se meus pensamentos?
que semente sou eu?
(acredito não ser exclusivo)
sou árvore da mata?
planta de jardim?
(e existe diferença?)
sou erva daninha?
sonho acordado
o peso da realidade
só por sonhar
quero mesmo é deixar
o vento levar minhas folhas
porque só resta de fato
o que resta do fardo
nem escuro nem claro
o resultado pardo
de cara inventado
sábado, 24 de outubro de 2009
vi torto
no espelho
este ser eu
já sido, desesperado
sou o que fui na procura de ser
mesmo sem querer
como se fosse sendo
indo, rindo ou chorando
ou ainda
nem um coisa nem outra
quando se cai em um sonho
voltamos assustados para a realidade
e eu que sonho acordado?
sonho ser,
ne realidade
acabo sendo,
mas só me resta realmente o nada
o nada querer ou pouco
olhar para frente
sem juntar o que passou
porque serei só
o que imaginei
e vi torto
no espelho
este ser eu
já sido, desesperado
sou o que fui na procura de ser
mesmo sem querer
como se fosse sendo
indo, rindo ou chorando
ou ainda
nem um coisa nem outra
quando se cai em um sonho
voltamos assustados para a realidade
e eu que sonho acordado?
sonho ser,
ne realidade
acabo sendo,
mas só me resta realmente o nada
o nada querer ou pouco
olhar para frente
sem juntar o que passou
porque serei só
o que imaginei
e vi torto
onda urbana
pegando jacaré nas multidões
peneirando um mundo de ilusões
se peneirar elas aparecem
e se bobear elas te pegam pelo pé
buscando um bocado de visões
atravessando um espelho de razões
se cara, frente, muro
quebra, não se requebra
peneirando um mundo de ilusões
se peneirar elas aparecem
e se bobear elas te pegam pelo pé
buscando um bocado de visões
atravessando um espelho de razões
se cara, frente, muro
quebra, não se requebra
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