. . . viaja pelos raios cintilantes
caminhoneiros de um mundo bem distante
trazem e levam novidades de outras épocas
estranhamente não sabem nunca de onde vieram
nem saberão nunca para onde irão
seres carregadores de uma carga universal
sentinelas e patrulhas
por sobre as vielas
a vigiar
a manter o trabalho andando
em meu coração e mente
quem saiba que comente
domingo, 17 de maio de 2009
sinal amarelo
para quem vê o sinal
para aqueles que mal veem o sinal
param, esperam
seguem
em busca, cegos
egos, autômatos, atômicos
atonitadamente
supersticiosos e precavidos
em busca de serem
seres, vindouros, vivos
misteriosamente
andarilhos e descomprometidos
puxa . . . mas quanta busca . . .
quanto será que custa?
para aqueles que mal veem o sinal
param, esperam
seguem
em busca, cegos
egos, autômatos, atômicos
atonitadamente
supersticiosos e precavidos
em busca de serem
seres, vindouros, vivos
misteriosamente
andarilhos e descomprometidos
puxa . . . mas quanta busca . . .
quanto será que custa?
quarta-feira, 6 de maio de 2009
como tinha gente
a volta, perto ou longe
na visualidade e na reflexão
da realidade
acabo que me dissolvo
sendo só, amplo
acordar a noite
e ver que ainda falta sono
e você sem
a contradição da idéia
de que todos dormem
e a objetiva
solidão desperta
enchem a consciência
de uma substância solvente
dissolução
olhar situado a um pé do objeto
pensamento a um pé da idéia
pisando manso, devagar
olhando não só para frente
mas para os lados
nesse mundo
como tinha gente
a volta, perto ou longe
na visualidade e na reflexão
da realidade
acabo que me dissolvo
sendo só, amplo
acordar a noite
e ver que ainda falta sono
e você sem
a contradição da idéia
de que todos dormem
e a objetiva
solidão desperta
enchem a consciência
de uma substância solvente
dissolução
olhar situado a um pé do objeto
pensamento a um pé da idéia
pisando manso, devagar
olhando não só para frente
mas para os lados
nesse mundo
como tinha gente
terça-feira, 5 de maio de 2009
no interior da perspectiva
sem precedências
preponderante
desde os ramos do negócio
até a ciência (itinerante
consciente, toda crente
associada à toda gente
de caráter errante
em sua economia)
reina reis do passado
presente do futuro
festa que é chacina diária
confuso, continuadamente
obtuso, limitado
vida medo pesadelo
dialética subjetiva
da contradição na narrativa
o contrários das luzes
dos anjos
sonho, fetiche (brilho
da luz dos nossos olhos
lanternas
sobre as coisas)
os fantasmas
espectros que rondam
nosso continente constitutivo
que é pedra, terra, carne
vida agregada
contradizer
polarizar
. . .
resolver
. . . ou
sucumbir
. . .
sem precedências
preponderante
desde os ramos do negócio
até a ciência (itinerante
consciente, toda crente
associada à toda gente
de caráter errante
em sua economia)
reina reis do passado
presente do futuro
festa que é chacina diária
confuso, continuadamente
obtuso, limitado
vida medo pesadelo
dialética subjetiva
da contradição na narrativa
o contrários das luzes
dos anjos
sonho, fetiche (brilho
da luz dos nossos olhos
lanternas
sobre as coisas)
os fantasmas
espectros que rondam
nosso continente constitutivo
que é pedra, terra, carne
vida agregada
contradizer
polarizar
. . .
resolver
. . . ou
sucumbir
. . .
quinta-feira, 30 de abril de 2009
minhas palavras
são algo que não sou eu
sou o que faço e vário
sendo sério ou otário
elas não pertencem a mim
nem eu
que brotem nos cantos
e para lá pássaros fujam da rapinância
repugnância
que brotem nos cantos
na ânsia coerente
da coerência de cada um
pássaros não voam com uma asa só
tenha dó
não me enchem a paciência
falar de coerência não é gaiola
é sim o balançar da rabiola
que de lá pra cá, vai e volta
se enrola, desenrola
e vai compondo o movimento atmosférico
periclitante
mas resoluto na relação com o vento
e com o sujeito e seu intento
atento e distraído
em dosagens e overdoses
dosadas
palavras são como peido
por que a culpa é de quem soltou?
todo mundo solta
a culpa é delas mesmas
são elas que machucam
são elas que nos dizem
são elas que comunicam
sou as palavras que escuto
e as que não disse
e mais, nada
como posso ser uma coisa e outra?
sendo, simples
. . .
nos vários sensos
desde o comum até o moral
de vários espaços e tempos
lá fora e dentro . . .
são algo que não sou eu
sou o que faço e vário
sendo sério ou otário
elas não pertencem a mim
nem eu
que brotem nos cantos
e para lá pássaros fujam da rapinância
repugnância
que brotem nos cantos
na ânsia coerente
da coerência de cada um
pássaros não voam com uma asa só
tenha dó
não me enchem a paciência
falar de coerência não é gaiola
é sim o balançar da rabiola
que de lá pra cá, vai e volta
se enrola, desenrola
e vai compondo o movimento atmosférico
periclitante
mas resoluto na relação com o vento
e com o sujeito e seu intento
atento e distraído
em dosagens e overdoses
dosadas
palavras são como peido
por que a culpa é de quem soltou?
todo mundo solta
a culpa é delas mesmas
são elas que machucam
são elas que nos dizem
são elas que comunicam
sou as palavras que escuto
e as que não disse
e mais, nada
como posso ser uma coisa e outra?
sendo, simples
. . .
nos vários sensos
desde o comum até o moral
de vários espaços e tempos
lá fora e dentro . . .
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Transmitida
transportadora de carga poética
real, profética, erótica
garante em seu estatudo
que senão tudo, quase
entrega sem atraso
extravio ou desvio
tudo à vista, ali no ato, tato, trato
mas pra que tanta precisão?
o que vem primeiro, a fome ou o pão?
possivelmente a Transmissão
seu nome fantasia
fez uma pesquisa de nicho
variante moderna dos antigos ninhos
afinal, quem quiser encontrar um cantador vai procurar aonde?
e nesta oferta de serviço
um dos ramos que cresce também com precisão
aleatória, mas precisa
realiza as maiores facilitações
que nem o modelo gramático-empresarial alcançou
botar em ordem noutro recinto
sinto muito, alheio
os caôs internos pessoais
e gerais de cada um
Transmito. Tudo que você precisa.
essa é sua palavra de ordem
seu lema é ordem e ação
não, obrigado, não quero essa droga
obrigado! como assim?
não quero, ou melhor
prefiro não querer
o que vem primeiro, a fome ou o pão?
sou ainda com fusão
em compreensão . . .
transportadora de carga poética
real, profética, erótica
garante em seu estatudo
que senão tudo, quase
entrega sem atraso
extravio ou desvio
tudo à vista, ali no ato, tato, trato
mas pra que tanta precisão?
o que vem primeiro, a fome ou o pão?
possivelmente a Transmissão
seu nome fantasia
fez uma pesquisa de nicho
variante moderna dos antigos ninhos
afinal, quem quiser encontrar um cantador vai procurar aonde?
e nesta oferta de serviço
um dos ramos que cresce também com precisão
aleatória, mas precisa
realiza as maiores facilitações
que nem o modelo gramático-empresarial alcançou
botar em ordem noutro recinto
sinto muito, alheio
os caôs internos pessoais
e gerais de cada um
Transmito. Tudo que você precisa.
essa é sua palavra de ordem
seu lema é ordem e ação
não, obrigado, não quero essa droga
obrigado! como assim?
não quero, ou melhor
prefiro não querer
o que vem primeiro, a fome ou o pão?
sou ainda com fusão
em compreensão . . .
quarta-feira, 22 de abril de 2009
som
um cotoco
um fragmento
oco, sonoro, ressonante
vento, orelha
som
poesia
um estado
um momento
na contingência da existência
resistência do instante
insistência na sensação
siginificado, signifiquência
insulf . . . ciência
escura
quem dirige?
o poeta . . .
leitor e escritor?
a mal dita escrita?
a maldição da audição?
som
(treeangulo / band)
um cotoco
um fragmento
oco, sonoro, ressonante
vento, orelha
som
poesia
um estado
um momento
na contingência da existência
resistência do instante
insistência na sensação
siginificado, signifiquência
insulf . . . ciência
escura
quem dirige?
o poeta . . .
leitor e escritor?
a mal dita escrita?
a maldição da audição?
som
(treeangulo / band)
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